sexta-feira, 18 de junho de 2010
Trânsito mata 6,2% a menos no país com a Lei Seca
Gazeta do Povo
Maria Gizele da Silva, da sucursal
Ponta Grossa - Um total de 2.302 vidas foi poupada no trânsito brasileiro após a implantação da Lei 11.705 – batizada de Lei Seca – em 20 de junho de 2008. O número de óbitos em acidentes de carro caiu 6,2% no país, segundo balanço do Ministério da Saúde. O estudo comparou o período de 12 meses anterior à norma (2.º semestre de 2007) com os 12 meses posteriores à nova legislação (1.º semestre de 2009). A maior queda foi verificada no Rio de Janeiro – 32%. No entanto, o crescimento da mortalidade em dez estados brasileiros demonstra que a lei não vem sendo obedecida por todos os motoristas, já que beber e dirigir ainda é um costume comum nas ruas e rodovias. Rondônia, por exemplo, teve uma alta de 10,6% na quantidade de mortes no período.
O Paraná foi o 11.º estado a apresentar maior redução no número de óbitos no trânsito. A queda de 5,9%, embora tímida, conforme o chefe de relações públicas da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, Fabiano Moreno, mostra que já houve um avanço. Ele compara o número de vidas poupadas à quantidade de mortos no acidente do avião da TAM, em São Paulo, no ano de 2007, quando 186 pessoas morreram. “É como se tivéssemos salvado um avião inteiro”, diz. O coordenador do pronto-socorro do Hospital do Trabalhador em Curitiba, Rached Traya, concorda: “Estamos próximos da média nacional. Esses números variam de acordo com a forma como foram coletados”, acrescenta. Somente no Hospital do Trabalhador –que é a porta de entrada para traumas causados por acidentes na capital – houve uma queda de 21,5% no número de acidentados em 2009. O coordenador acredita que a redução está ligada à Lei Seca. “Foi a única mudança no período”, destaca.
Homens são mais avessos à lei
Homens de 25 a 34 anos são os principais violadores da Lei Seca, conforme o Ministério da Saúde. Embora a legislação tenha brecado o número de infrações por embriaguez ao volante quando foi implantada, a incidência do crime voltou a subir. De acordo com o ministério, antes da lei 4,1% dos motoristas admitiam beber e dirigir. Em 2008, esse índice caiu para 2,8%, porém, voltou a aumentar para 3,3% no ano passado.
Leia a matéria completa
Desrespeito à lei ainda é flagrante
O desrespeito à lei que proíbe dirigir após ingerir bebida alcóolica é percebido nos inquéritos da Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba e nas ações que tramitam nas duas Varas de Crimes de Trânsito, na capital. A delegacia, que atende a uma média de 145 ocorrências mensais, concentra pelo menos 60% do total de atendimentos em crimes de embriaguez ao volante. Já as varas judiciais têm 120 ações referentes ao mesmo crime.
Leia a matéria completa
O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Akichino, especialista em trânsito, é cauteloso em relação a esse tipo de balanço. Para ele, a Lei Seca pode ser a responsável pela redução no número de mortes no trânsito, mas há inúmeros fatores que interferem nas estatísticas, como condições da via e do veículo e comportamento do motorista.
Mas, para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, “os resultados falam por si”. Segundo ele, o fato é que muitas vidas foram poupadas após a aplicação da lei, que começou em 2007 com uma medida provisória que impedia a comercialização de bebidas às margens das rodovias. “A medida só olhava um pedaço do problema. Aí lutamos pela implantação da Lei Seca”, comentou. Temporão reconhece que ainda há um porcentual muito grande de motoristas que bebem antes de dirigir. “Mas a Lei Seca vai construir uma nova consciência ao longo dos anos”, acredita. Para ajudar nisso, o Ministério escolheu Curitiba e outras três capitais para desenvolver o programa piloto “Vida no Trânsito”, de prevenção a traumas e mortes.
Mudanças
Ao completar dois anos, a Lei Seca é alvo de discussões entre os parlamentares. Uma nova rodada de discussões estará em pauta no próximo dia 29 na Comissão de Viação e Transportes. O relator, o deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR) propõe a retirada da necessidade do teste do bafômetro para comprovar o estado de embriaguez. “Hoje 80% dos motoristas flagrados com sinais de embriaguez não fazem o teste porque a lei assegura que não se pode produzir provas contra si mesmo. Então, nós estamos propondo que outras provas sejam usadas no processo, como testemunhas, fotos e os relatos dos agentes de fiscalização”, explica. Ele acredita que as mudanças poderão ser votadas no ano que vem.
País gasta R$ 390 com vítimas de trânsito por minuto (Pastora Paim)
A legislação que prometeu endurecer as penas contra motoristas que misturam álcool e direção completa dois anos com pouca interferência na redução de gastos de saúde para tratar as vítimas de acidentes automobilísticos.
No primeiro ano da lei seca, o impacto foi positivo e as mortes caíram 6,2%, conforme divulgou hoje (18) o Ministério da Saúde. Entretanto, números levantados pelo iG em um banco de dados com informações mais atualizadas mostram que, no segundo ano de vida da lei, a quantidade de mortos e feridos voltou a subir, em patamares superiores aos registrados antes da lei.
Chamada de DataSus, a plataforma usada pela reportagem computa também os feridos em acidentes de trânsito. Foram feitos três levantamentos distintos, usando como corte o mês junho de 2008 (data da aprovação da lei seca) e abril de 2010, último mês disponível no DataSUS.
Apesar de estarem disponíveis para consulta na internet, estes dados mais recentes ainda não foram analisados pelo Ministério da Saúde, informou a assessoria de imprensa do órgão.
As informações preliminares mostram que entre junho de 2009 e abril de 2010 – período de plena vigência da lei seca – foram consumidos dos cofres públicos R$ 153 milhões apenas para custear internações hospitalares de acidentados no tráfego brasileiro, uma média de R$ 390 por minuto.
No período, foram atendidas 122.068 vítimas de colisões, capotamentos e atropelamentos, quantidade 24,5% maior do que a registrada no mesmo intervalo de meses anterior. A lei seca entrou em vigor no dia 20 de junho de 2008.
domingo, 15 de novembro de 2009
Rodovia da Morte” faz terceira vítima fatal em 3 dias
Ítalo Zikemura e Alessandra Carvalho
Nos últimos três dias, pelos sete pessoas ficaram feridas e três morreram na BR-163. O último acidente ocorrido por volta das 16 horas matou um jovem de 24 anos.
O acidente ocorreu no quilômetro 563 da BR-163 entre os municípios de Bandeirantes e Jaraguari, quando a Picape Corsa, placa CXF-9188 de São Paulo (SP), conduzida por Fábio Barbieri, de 23 anos, forçou uma ultrapassagem entrando na pista oposta, vindo a colidir com a F-250, conduzida por Adriano Borrtoluzze, de 29 anos, que vinha na direção contrária.
Essa versão de como teria acontecido o acidente foi confirmada por Nivaldo Lopes, de 44 anos, que mora em uma chácara a cerca de 100 metros e conversou com Adriano, motorista da F-250, logo após do acidente. Adriano teria dito que estava indo na pista sentido Bandeirantes para Campo Grande, quando a Picape Corsa tentou uma ultrapassagem e entrou na mesma pista onde esta a camionete.
O choque do acidente foi tão forte que a picape se dividiu em três partes há pelo menos 20 metros de distância uma da outra. O passageiro da Picape Corsa, Thyago de Oliveira Prado Tranco, de 24 anos, morreu no local. Thyago teve as pernas amputadas devido ao choque dos veículos. As pernas ficaram presas nas ferragens.
O motorista da picape, Fábio Barbieri, de 23 anos foi levado em estado grave, com traumatismo craniano e várias fraturas pelo corpo para Santa Casa de Campo Grande
O motorista da F-250, Adriano Bortoluzze, de 29 anos, teve apenas escoriações pelo corpo, mas também foi levado para Santa Casa.
A camionete está capotada entre o acostamento e o matagal. Pelo local diversas peças dos dois veículos.
De acordo com PRF (Polícia Rodoviária Federal) a perícia está no local identificando as causas do acidente e pista já foi liberada e o trânsito flui normalmente nos dois sentidos.
Acidentes
O motociclista Marcelo Ferrarezi dos Santos, 35 anos, morreu ontem (13) em um acidente ocorrido por volta das 11h30 na região do bairro Chácara da Monções, na BR-163, em Campo Grande.
Marcelo foi atropelado por Silvio Ferreira da Silva, 63 anos, que conduzia uma Saveiro que ao entrar na rodovia invadiu a contramão e acertou o motociclista. Marcelo ainda foi socorrido para o posto de saúde do bairro Moreninhas, mas morreu logo depois.
Na quinta-feira (12) um motorista de uma carreta dormiu ao volante e provocou um acidente da BR-163, na saída para São Paulo, há 30 quilômetros de Campo Grande.
Alessandra de Souza e Reginaldo Coelho
A carreta bi-trem que estava carregada com adubo colidiu com um Gol, de placas HOI 7255, de Pacandu (PR), que estava parado esperando a pista que passava por manutenção ser liberada.
Com o choque Luciene Farias da Silva, de 26 anos, morreu. O pai de Luciene, Dailto da Silva Oliveira, de 53 anos, a mãe Aparecida da Silva, de 57 anos, a sobrinha, Helen Karoline Rodrigues, de 8 anos, e o condutor Luiz Cesar Batista, de 38 anos, ficaram feridos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
PRF: cai número de acidentes, mas sobem mortes em estradas
O último feriado nacional antes das festas de final de ano terminou com 1.901 acidentes, 1.170 feridos e 93 mortes
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma queda no número de acidentes em estradas durante o feriado de Finados, em relação ao feriado anterior (Nossa Senhora Aparecida), mas um número maior de mortes, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (3).
O último feriado nacional antes das festas de final de ano terminou com 1.901 acidentes, 1.170 feridos e 93 mortes em 65 mil km de rodovias brasileiras, entre 0h de sexta-feira (30) e 24h de segunda-feira (2). No feriado de Nossa Senhora Aparecida, foram registrados 2.217 acidentes, 88 mortes e 1.389 feridos.
Segundo a PRF, a sequência de finais de semana prolongados, iniciada pelo feriado de Independência, revelou tendência de queda nos índices gerais de violência nas estradas. Em 2007, quando a frota de veículos no Brasil era 17% menor, a polícia registrou 12% a mais de mortes no mesmo feriado de Finados.
Rio Grande do Sul, Bahia e Maranhão foram decisivos para as estatísticas nacionais, principalmente na somatória de mortes. O estado gaúcho, que durante a Operação Padroeira registrou uma única morte, neste feriado somou oito vítimas fatais, sendo quatro em uma mesma ocorrência.
Nas últimas 96 horas, a Bahia contabilizou nove óbitos, contra quatro no período anterior. E o Maranhão, que não registrou nenhuma morte no feriado de 12 de outubro, saiu desta operação com quatro vítimas fatais.
O estado de Minas Gerais, por outro lado, reduziu todos os índices, mas ainda assim lidera o ranking de números absolutos, com 253 acidentes, 15 mortes e 145 feridos.
Leia mais notícias de Brasil
Leia mais sobre acidentes de carro
terça-feira, 21 de abril de 2009
Corpos de turistas mortas em SC seguem para Argentina

Sete turistas argentinas morreram e mais de 20 pessoas ficaram feridas após o ônibus no qual estavam cair em uma ribanceira de 60 metros em Santa Catarina. O acidente ocorreu por volta de 20h deste domingo no km 65 da BR-282, em Rancho Queimado. As vítimas tinham entre 40 e 65 anos e voltavam de uma excursão a Balneário Camboriú (SC); os corpos devem seguir para a Argentina a partir desta terça
Ermínio Nunes/Diário Catarinense/RBS
Florianópolis - Os corpos das sete turistas argentinas com idade entre 40 e 65 anos que morreram na noite de ontem, vítimas de um acidente com um ônibus que seguia pela BR 282 com destino à Província de Misiones, fronteira Oeste de Santa Catarina com a Argentina, serão transportados a partir de amanhã para o território argentino. Pelo menos dez das 26 pessoas que ficaram feridas receberam alta no decorrer da tarde de hoje e foram acomodadas em um hotel no Centro de Florianópolis. O Instituto Geral de Perícias (IGP-SC) aguarda a chegada dos familiares das vítimas para identificação e liberação dos corpos.
O acidente aconteceu por volta das 20 horas de domingo no quilômetro 65 da BR 282, no município de Rancho Queimado, que pertence à região Metropolitana de Florianópolis. O veículo, que transportava um grupo de turistas da terceira idade e estava voltando de Balneário Camboriú - destino frequente de idosos nesta época do ano - caiu de uma ribanceira de 60 metros de altura. A bordo estavam 35 pessoas, sendo 32 mulheres e três homens, entre eles dois motoristas da empresa de turismo. As turistas participavam desde terça-feira de um encontro internacional da Feliz Idade em Balneário Camboriú.
No Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, o motorista do ônibus, Daniel Lessa, afirmou que conduzia o veículo a uma velocidade de 40 quilômetros por hora no momento do acidente. O IGP recolheu o tacógrafo (dispositivo de controle de velocidade) para incluir no processo de identificação das causas do acidente.
* do UOL Notícias
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Trânsito de MS é proporcionalmente o segundo que mais mata
O transito de Mato Grosso do Sul é proporcionalmente o segundo que mais mata no País. Em 2006, a taxa foi de 29,8 mortes por 100 mil habitantes. O Estado só ficou atrás de Santa Catarina, que teve uma taxa de 31,7. Os dados são do Saúde Brasil, estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (6), que aborda as diferentes dimensões da violência no Brasil, como homicídios, acidentes de trânsito, suicídios e outras violências, em especial, a doméstica e a sexual.
Mato Grosso do Sul que no ano de coleta de dados da pesquisa tinha uma população estimada em 2.297.994 habitantes, contabilizou 684 mortes no trânsito, enquanto que Santa Catarina, que lidera o ranking, com uma população de 5.958.295, teve em 2006 1.923 mortes em razão de acidentes de trânsito.
Internações
O estudo do Ministério da Saúde aponta também que no Estado as maiores vítimas dos acidentes de trânsito são os ciclistas. A taxa de Mato Grosso do Sul foi de 42,9 internações hospitalares em decorrência de acidentes de trânsito para cada grupo de 100 mil habitantes.
Dessas internações 57,8% foram de ciclistas, 19,3% de motociclistas, 9,7% indeterminadas, 7,2% de pedestres e 5,9% de passageiros de veículos.
Nacional
No Brasil, os acidentes de trânsito ocupam a segunda posição entre as mortes por causas externas, sendo ultrapassados apenas pelos homicídios. Com relação às mortes causadas pelo trânsito, o país apresentou, em 2006, valores em números absolutos muito elevados de óbitos por acidente de transporte terrestre. Foram 35.155 óbitos.
Esses óbitos foram concentrados no seguinte perfil: homens (82%), adultos jovens (de 20 a 59 anos), residentes nos municípios de pequeno porte populacional. O risco de morte é mais acentuado para atropelamentos, entre idosos; para ocupantes de veículos, no grupo de 20 a 59 anos; e para motociclistas, no grupo de 20 a 29 anos. “Uma explicação para isso é a maior exposição do homem no trânsito”, exemplifica Marta Silva, técnica da Coordenação de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis/Departamento de Análise da Situação de Saúde (CGDANT/Dasis).
As regiões Centro-Oeste e Sul apresentam os maiores riscos de morte por acidente de trânsito, quando se avalia todos os acidentes. A região Centro-Oeste registra também o maior risco de morte para acidentes envolvendo motociclista e ocupante de veículo. O maior risco de morte por atropelamento é na região Norte.
Com informações do Ministério da Saúde
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Número de mortes cai 8% após 3 meses de Lei Seca
Conforme informações da PRF, desde o início da vigência da lei, em 20 de junho, até sábado foram registrados 33.497 acidentes nas BRs, com quase 1,7 mil mortos e outros 18,7 mil feridos. No mesmo período do ano passado, foram 30.835 acidentes, com pouco mais de 1,8 mil mortes e mais de 18,5 mil feridos. Na comparação entre os dois anos, foram 118 mortes a menos