quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Número de mortes nas rodovias federais diminui 18% neste fim de ano



Operação Fim de Ano feita pela Polícia Rodoviária Federal entre 16 de dezembro de 2011 e 2 de janeiro de 2012 registrou 460 mortes

iG São Paulo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 18% menos mortes em acidentes de trânsito nas rodovias federais do País na Operação Fim de Ano de 2011. Entre 16 de dezembro de 2011 e 2 de janeiro de 2012, período da operação, foram registrados 380 acidentes fatais, nos quais 460 pessoas morreram.
Entre 17 de dezembro de 2010 e 3 de janeiro de 2011, a PRF atendeu 442 acidentes fatais que deixaram 558 mortos. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, a frota de veículos aumentou nas estradas, de mais de 64 milhões para quase 70 milhões.
Em São Paulo: Acidentes nas rodovias de SP matam 24 no feriado de ano-novo
Foi no réveillon que o número de mortes sofreu a maior queda, segundo a PRF. Os dados obtidos entre sexta-feira (30/12) a segunda-feira (02/01), se comparados com o mesmo período da operação anterior, mostram uma redução de 44%. Entre 2011 e 2012, ocorreram 75 mortes, contra 134 entre 2010 e 2011.
Feridos
A PRF informou que o número de feridos também diminuiu neste fim de ano. Em relação à operação anterior, foi uma queda de 16%: foram registrados 6.121 feridos em 2011 / 2012 e 7.272 em 2010 / 2011.
Outra queda foi no número total de acidentes. Na operação que terminou na segunda-feira (2), a PRF registrou 10.536 acidentes, contra 11.643 registrados em 2010 / 2011, ou seja, uma redução de 10%.
Lei Seca
Nos 18 dias da Operação Fim de Ano de 2011, 33.285 motoristas foram parados pela PRF e tiveram que fazer o teste do bafômetro. Desses, 1.082 foram reprovados, sendo que 462 foram presos. Todos tiveram a carteira de habilitação apreendida, foram multados em R$ 957,70 e terão o direito de dirigir suspenso.


domingo, 25 de dezembro de 2011


Órgãos de trânsito não são mais obrigados a colocar aviso antes de pardais 


Evitar a multa por excesso de velocidade vai ficar mais difícil para o motorista habituado a desrespeitar a sinalização. A partir de agora, os órgãos de trânsito não precisam mais colocar placas avisando ao condutor onde existem pardais e barreiras. Para reduzir os acidentes e as mortes, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) acabou com a exigência de sinalização que estava em vigor desde 2006. Agora, valem as normas da Resolução 396, publicada no último dia 13.
Pelas novas regras, o poder público fica obrigado a sinalizar a velocidade da via e o motorista, a respeitar o limite fixado. Já nas rodovias, não é necessário nem sequer placa indicando o limite de velocidade permitido. Vale o que está no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): automóveis, caminhonetes e motocicletas devem trafegar a 110km/h; ônibus e micro-ônibus, a 90km/h; demais veículos, a 80km/h; e, nas estradas de terra, 60km/h para todos.
Em Brasília, as placas de alerta sobre a existência de pardais já instalados serão mantidas. Mas a instalação dos novos equipamentos vai seguir a determinação do Contran, ou seja, não terão sinalização de advertência. Diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran), José Alves Bezerra aprova a decisão do Conselho Nacional. “Se a placa diz que a via é de 80km/h, a pessoa precisa trafegar nessa velocidade ao longo de toda a pista. Avisar que tem radar é a mesma coisa que reduzir o compromisso do cidadão em cumprir a legislação”, avalia.
Vitória
A medida deve gerar polêmica e suscitar os argumentos de que a indústria da multa está de volta. Mas especialistas em trânsito comemoram a decisão do Contran. “O papel da fiscalização por parte do Estado deve ser preservado. É preciso deixar o poder público exercer o seu poder de fiscalização, sem obrigá-lo a contar que o está exercendo”, defende o professor de Engenharia de Tráfego da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques da Silva.
Outro ponto positivo na nova resolução, segundo Marques, é a diferenciação entre controladores de velocidade — pardais e radares — e redutores de velocidade — barreiras eletrônicas e painéis com display. “São equipamentos com funções diferentes. Os primeiros são para obrigar o motorista a manter determinada velocidade. Os demais o obrigam, por alguma razão, a reduzir muito em determinado ponto”, explica Marques.
O desrespeito aos limites de velocidade, o uso do celular, a falta do uso do cinto de segurança e a combinação álcool e volante estão entre os principais fatores agravantes de acidentes. Além de dificultar a reação do motorista, ainda tornam os ferimentos mais graves. “O uso do álcool, as ultrapassagens indevidas e o excesso de velocidade são grandes problemas. As regras de trânsito e a sinalização das pistas não são brincadeira. Antes de tudo, foi feito um estudo de engenharia. Os acidentes muito graves e com morte normalmente são resultado de uma colisão frontal”, explicou ao Correio, na semana passada, o inspetor da superintendência da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Cotta.
O que diz a lei
Estudo técnico
A Resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. Onde houver o medidor de velocidade fixo, o uso dos equipamentos móveis e portáteis somente poderão ser usados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana e a 2km de vias rurais e vias de trânsito rápido. A instalação de medidores de velocidade deve ser precedida de estudo técnico sobre a sua necessidade. O artigo 5º da Resolução 214/2006 obrigava os órgãos de trânsito a instalar sinalização vertical, informando a existência de fiscalização ao longo da via.

Adriana Bernardes
Correio Braziliense

sábado, 5 de novembro de 2011


O que Publicam os Principais Jornais do País, neste sábado

DESTAQUE DESTE BLOG:


No trânsito, epidemia de mortes

Dados do Ministério da Saúde mostram que houve 8% a mais de mortes no trânsito no Brasil em 2010 (40.610), na comparação com 2009 (37.594). "Os números revelam que o país, vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (O Globo -Págs. 1 e 4)


O Globo

Manchete: Crack já é problema de saúde pública para 64% das cidades
Consumo de drogas afeta seriamente a segurança em 58% dos municípios

O consumo desenfreado de crack e outras drogas já se tornou uma calamidade para a maioria das cidades brasileiras e vem sobrecarregando os sistemas municipais de saúde pública, como revela pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O levantamento ouviu 4.400 das 5.563 prefeituras do país. Entre as que responderam ao questionário, 63,7% disseram que a circulação de crack e outras drogas tornou-se grave problema para seus sistemas de saúde, enquanto 58,5% informaram que vivem problemas sérios de segurança por causa do crack, e 44,6%, que a rede de assistência social também sofre com essa epidemia. "A situação é muito aguda, grave", resumiu o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. (Págs. 1 e 3)


No trânsito, epidemia de mortes

Dados do Ministério da Saúde mostram que houve 8% a mais de mortes no trânsito no Brasil em 2010 (40.610), na comparação com 2009 (37.594). "Os números revelam que o país, vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (Págs. 1 e 4)

Premier fica, mas G-20 não se entende
Parlamento grego aprova voto de confiança ao governo, e cúpula acaba sem acordo sobre crise

Numa votação apertada ontem à noite, o Parlamento grego concedeu, por 153 votos a favor e 145 contra, o voto de confiança ao governo do premier George Papandreou. Ele, que desistiu do referendo, obteve o sinal verde para fazer as reformas que garantem o empréstimo dos europeus. De outro lado, a cúpula do G-20 em Cannes, na França, terminou sem a definição de onde virá o dinheiro para reforçar o caixa do FMI, o que seria fundamental para ajudar os países em crise. No rascunho do documento, havia previsão de que o Fundo seria reforçado em US$ 1 trilhão, mas o número desapareceu na versão final do texto assinado pelos líderes das maiores economias do mundo. A presidente Dilma Rousseff criticou no G-20 a política cambial da China. (Págs. 1 e 31 a 34)

Itália chama FMI para avaliar economia
Com o país endividado e sob pressão dos líderes europeus, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi "convidou" o Fundo Monetário Internacional (FMI) para monitorar as reformas econômicas que estão sendo feitas em seu país. A decisão foi tomada apesar de o FMI não ter emprestado dinheiro à Itália. (Págs. 1 e 33)
Guerra do tráfico fecha 5 escolas
Seis meses após o Massacre de Realengo, alunos de um colégio na Zona Oeste do Rio voltaram a viver momentos de pânico. Perseguidos por policiais, traficantes invadiram escola estadual, vizinha a uma favela, em Bangu. Um deles, com um fuzil AK-47, foi preso disfarçado de faxineiro. A ação do tráfico suspendeu as aulas em mais quatro escolas. (Págs. 1 e 18)
Questões do Enem são revalidadas
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, suspendeu ontem a liminar que anulara 13 questões da prova em nível nacional. Só os 639 alunos do Colégio Christus, em Fortaleza, terão esses itens invalidados. Cabe recurso. (Págs. 1 e 23)
Agnelo, do DF, exonera mais 17 delegados
Acusado de desvio de verbas para ONGs ligadas ao PCdoB quando era ministro do Esporte, o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), exonerou ontem mais 17 delegados. Em dois dias, foram afastados 67. (Págs. 1 e 12)
Investigada nos EUA por suborno, Embraer tem prejuízo (Págs. 1 e 37)


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Folha de S. Paulo

Manchete: G20 acaba sem achar saída para a crise global
Cúpula adia decisão sobre recurso extra para ajudar países e evitar contágio

O G20 adiou para dezembro a definição do que tanto Barack Obama como Dilma Rousseff chamaram de "Firewall", medidas corta-fogo para evitar que a crise grega contagie economias do porte de Itália e Espanha.

O corta-fogo deveria vir do aumento expressivo de recursos para o FMI emprestar aos países necessitados.(Págs. 1 e Mundo A18)

Sem credibilidade, Itália vai ser monitorada pelo FMI (Págs. 1 e Mundo A18)


Premiê grego ganha voto de confiança, mas pode renunciar (Págs. 1 e Mundo A20)


A democracia e os mercados são compatíveis? (Págs. 1 e Opinião A2)


Hipócritas pedem que Aquiles trate o calcanhar no SUS (Págs. 1 e Ilustrada E17)


Cai liminar que anulava questões do último Enem
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região suspendeu liminar da Justiça Federal no Ceará que anulava 13 questões do Enem no país.
A anulação das questões vale, agora, só para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, que tiveram acesso a elas. O MEC informa que anulará ainda uma 14ª questão. (Págs. 1 e Cotidiano C5)

Trabalhador rural ganha R$ 2,2 mi de indenização (Págs. 1 e Mercado B10)


Painel: Lula afirma a amigos que vai cortar a barba (Págs. 1 e Poder A4)


Sem acordo, invasores da USP mantêm a ocupação
Estudantes e direção não chegaram a um acordo para a desocupação da reitoria da USP, invadida na quarta por alunos que pedem a saída da PM do campus.
Um oficial de Justiça notificou os manifestantes, que têm prazo até hoje para deixar o local. Se isso não ocorrer, a polícia está autorizada a usar a força. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Boa notícia
Preço de painéis cai e energia solar fica mais competitiva (Págs. 1 Mercado B1)
Editoriais
Leia "Avanço discreto", acerca da evolução do IDH do Brasil, e Esperando o técnico", sobre a precariedade dos serviços de assistência ao consumidor. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Cúpula do G-20 acaba sem reforçar caixa europeu
Recapitalização é adiada; líderes abandonam discurso de austeridade e agora pregam desenvolvimento

Em meio à turbulência na Grécia e à crise na Europa, os líderes do G-20 não chegaram a acordo para recapitalizar o FMI e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, informa o enviado especial a Cannes, Andrei Netto. Especulava-se que o FMI pudesse contar com US$ 1 trilhão - seus recursos atuais somam menos de US$ 300 milhões. A discussão sobre a recapitalização foi adiada para dezembro. Em contrapartida, as 20 maiores potências deixaram em segundo plano o discurso sobre austeridade fiscal, enfocando em crescimento, reequilíbrio, fomento aos mercados internos e geração de emprego - como pregava o Brasil. Para os líderes, há sinais claros de desaceleração, até mesmo em países emergentes, e a flutuação do preço das matérias-primas compromete a performance econômica. (Págs. 1 e Economia B1 e B6)


FMI vai monitorar finanças da Itália

O G-20 anunciou ontem que o FMI e a União Europeia vão supervisionar as finanças da Itália. O objetivo é fazer com que o país reduza seu déficit e sua dívida pública, para tentar evitar o contágio da crise. (Págs. 1 e Economia B6)

Alunos da USP recebem ultimato
Alunos que ocupam desde terça-feira a Reitoria da USP recebem carregamento de verveja: eles foram notificados ontem por oficial de Justiça para deixarem o prédio até as 17 horas de hoje, mas prometem resistir. (Págs. 1 e Cidades C1)
Justiça restaura questões do Enem
A Justiça Federal no Recife suspendeu ontem a liminar que havia cancelado 13 questões do Enem em todo o Brasil. Segundo a decisão, as questões só ficarão sem efeito para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, que fizeram o teste e receberam, dez dias antes do Enem, apostilas com 13 questões semelhantes ou idênticas às que caíram no teste. De acordo com a Polícia Federal, as perguntas vazaram somente para alunos do Christus. Ninguém precisará fazer nova prova. As notas desses estudantes deverão ser recalculadas pelo Ministério da Educação. (Págs. 1 e Vida A24)
STF adota sigilo em 152 processos de autoridades
O Supremo Tribunal Federal mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Apenas as iniciais dos nomes são expressas, o que torna quase impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. (Págs. 1 e Nacional A4)
Bibliotecas de SP perdem 86,7 mil livros por ano
Dados de 70 bibliotecas e pontos de leitura municipais mostram que 347 mil livros desapareceram em quatro anos. Há unidades em que seis de cada dez obras sumiram. Os exemplares perdidos não são repostos na mesma proporção. (Págs.1 e Cidades C4)
Blitz da lei seca flagra sequestro relâmpago (Págs. 1 e Cidades C8)


SP terá pedágio por km rodado a partir de 2012 (Págs. 1 e Cidades C4)


Gilles Lapouge
O 'duo infernal'

Sarkozy e Angela Merkel andam apressados, cabisbaixos, resmungando, afagando, distribuindo os golpes costumeiros contra um terceiro. (Págs. 1 e Economia B6)

Tutty Vasques
O Enem da ONU

Essa contagem de araque dos 7 bilhões de humanos, francamente, se fosse no Brasil, o Ministério Público já teria pedido para anular a questão. (Págs. 1 e Cidades C10)

Notas & Informações
Balanço final da reunião do G-20

Foi um cenário solene para uns poucos fatos importantes. De positivo, produziu pouco. (Págs.1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete:Três sequestros em menos de cinco horas
No Lago Norte, uma mulher de 49 anos foi surpreendida por dois adolescentes perto do Shopping Deck Norte. Eles a obrigaram a dirigir até o Paranoá, onde foi abandonada em uma área erma. Estava em estado de choque e muito machucada, segundo policiais militares que a atenderam. No Guará, a vítima também foi uma mulher. Abordada por dois bandidos entre a QI 7 e a QI 11, ela foi libertada em Ceilândia Norte.

No Riacho Fundo 2, quantro homens renderam um jovem de 26 anos, mandaram-no entrar no banco de trás de um carro e o soltaram meia hora depois na entrada de Santo Antônio do Descoberto (GO). Os crimes aconteceram entre as 16h e às 21h15. Os três sequestrados tentaram registrar ocorrência nas delegacias, mas plantonistas se recusaram a atendê-los por causa das greve da Polícia Civil do DF. (Págs. 1 e 31)

G-20 termina sem solução para a crise
Cannes - A cara fechada de Dilma, Obama e Sarkozy diz tudo: não houve acordo na reunião de cúpula que reuniu as 20 maiores economias do mundo. Enquanto, em Atenas, Papandreou ganhou um voto de confiança e promete um governo de coalizão para aprovar medidas anticrise, o G-20 encerrou seu encontro na França sem apontar saída para a turbulência financeira na Europa.

Grupo aprova versão global do Bolsa Família. (Págs. 1 e 10 a 12)

Crime da 113 Sul
Depoimento na Justiça da Delegada responsável pelo inquérito do triplo assassinado é tenso, com os advogados de Adriana Villela, uma das acusadas do crime, tentando desqualificar a investigação. (Págs. 1, 24 e 25)
A revolução dos Tablets
Pedro, Gabriela, Darcy e Bruno devoram livros no iPad. Virou mania na escola. Mais do que uma revolução tecnológica, a troca do milenar papel pelas novidades do mundo virtual representa mudanças também na maneira de ler, escrever e até de brincar. (Págs. 1, 4 e 5)
Mais provas contra bêbados
STJ analisa processo que defende outros tipos de exames e elementos para comprovar a embriaguez ao volante. (Págs. 1, 26 e 27)
Guerra do Enem longe do fim
MEC derruba na Justiça o cancelamento de 13 questões do exame. Ministério Público do Ceará vai recorrer. (Págs. 1 e 8)
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Estado de Minas

Manchete: Meu caro Chico
Seis anos depois que você nos visitou, esta cidade tá diferente. Os carros invadiram não só as ruas: ontem um motorista passou mal e destruiu a entrada da agência de atendimento da PBH no Centro. (Página 1)

Meu caro Chico
Mas o que não mudou aqui foram as estradas: continuam péssimas. Para piorar, as obras das BRs estão há quatro meses suspensas. E sem data para recomeçar. (Página 1)
Meu caro, Chico
O que estão falando alto pelos nossos botecos é sobre as trapalhadas do Enem. Depois de suspensas, 13 questões foram revalidadas, exceto para o colégio do Ceará onde vazaram. (Página 1)
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Jornal do Commercio

Manchete: Conta de telefone vai cair
Foi publicada ontem, no Diário Oficial da União, resolução da Anatel que reduz a tarifa das chamadas feitas de aparelho fixo para celular. Novos valores serão definidos em 80 dias. Queda será de aproximadamente 10% no valor das ligações. (Págs. 1 e Economia 1)
Mutirão olha pelos presos esquecidos
Esforço concentrado do TJPE achou atrás das grades 139 detentos com penas vencidas. (Págs. 1 e Cidades 1)
TRF derruba anulação de parte do Enem
Questões serão anuladas apenas das provas dos 639 alunos do Christus, do Ceará. (Págs. 1 e Cidades 2)
Sindicato denuncia 400 demissões no estaleiro (Págs. 1 e Economia 5)


Trânsito mata cinco por dia em Pernambuco
Dados do Ministério da Saúde mostram que acidentes mataram 1.920 pessoas em 2010, quase 5% do total nacional. (Págs. 1 e Cidades 6)
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Zero Hora

Manchete: Força-tarefa vai atacar os 25 pontos mortais das estradas gaúchas
Iniciativa inédita reunirá equipes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal e Estadual em blitze nas rodovias do Estado nos feriadões e final de ano. (Págs. 1 e 36)
Parlamento dá fôlego a premier grego
Apesar de voto de confiança, renúncia de George Papandreou parece iminente.

G-20 define FMI na Itália. (Págs. 1 e 26)

Preço do churrasco vai subir até 15%
Picanha e filé mignon serão os primeiros cortes a ficar mais caros. (Págs. 1 e 31)
Ação criminal do Detran já soma 95 mil páginas
Operação Rodin, deflagrada há quatro anos, é maior processo da Justiça Federal no RS. (Págs. 1 e 10)
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domingo, 23 de outubro de 2011

INSS acionará motoristas por acidentes com vítimas


                                                               INSS

O INSS decidiu processar judicialmente os motoristas responsáveis por acidentes de trânsito cujas vítimas são assistidas pela Previdência Social.
O objetivo do INSS é obrigar os motoristas relapsos a devolver à Previdência as verbas que bancam pensões por morte, aposentadorias por invalidez e o auxílio acidente.
A iniciativa é inédita. Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Mauro Luciano Hauschild (foto), diz que as primeiras ações serão ajuizadas já nesta semana.
Mauro Hauschild afirma que serão processadas “pessoas que dirigem embriagadas, em altíssima velocidade, com seus carros importados, de cifras milionárias.”
Gente que, nas suas palavras, dirige automóveis “sem compromisso e sem responsabilidade.”
Motoristas que “acabam por matar trabalhadores nas estradas e paradas de ônibus.”
O mandachuva do INSS anunciou a novidade num seminário sobre prevenção de acidentes de trabalho promovido pelo TST.
As declarações de Mauro Hauschild foram reproduzidas em notícia veiculada no site do Tribunal Superior do Trabalho. Pode ser lida aqui.
Ele explicou que os processos contra motoristas seguirão a mesma linha das ações que o INSS costuma abrir contra empresas culpadas por acidentes de trabalho.
Chama-se “ação regressiva”. Serve para que o INSS recupere o dinheiro que custeia o socorro aos acidentados no trabalho.
Está prevista no artigo 120 da lei 8213, de 1991. Anota o seguinte: “Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho…”
“[…] A Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.”
O INSS avalia que o preceito legal que permite alcançar as empresas relapsas com seus trabalhadores pode ser estendido aos causadores de acidentes de trânsito.
Nos dois casos (trabalho e trânsito), imagina Mauro Hauschild, as ações regressivas devem produzir uma redução no número de acidentes.
Assim como os maus patrões, ela afirma, também os motoristas inconsequentes têm de “indenizar” o Estado.
Não se trata, na visão do presidente do INSS, de ressarciar apenas a Previdência, “mas os milhões de trabalhadores que contribuem” para o seu financiamento.
Ele realçou que são essas contribuições que pagam “os benefícios das vítimas de acidentes”.
Por esse raciocínio, o dinheiro que custeia as pensões e aposentadorias por morte ou invalidez decorrentes de acidentes pertence a “todos os trabalhadores”.
provocadas em É dinheiro, disse Mauro Hauschild dos tra para o fundo, pois quem paga os benefícios das vítimas de acidentes são todos os trabalhadores, com a sua contribuição”.
Hauschild lembrou que “é do fundo que saem as pensões por morte, aposentadorias por invalidez e o auxílio acidente”.
Resta agora saber se o Judiciário aceitará a tese do INSS segundo a qual a lei que permite acionar empresas pode ser aplicada, por analogia, contra motoristas.
FONTE: Folha online

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Morte no trânsito cresce 56%

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Abordagem educativa: fiscais do Detran realizaram, ontem, campanha educativa orientando sobre a necessidade de mudança de comportamento das pessoas no trânsito
MARÍLIA CAMELO
O Ceará é um dos Estados em que a maioria dos acidentes de trânsito está relacionado com o consumo de álcool
Os números de acidentes no trânsito acontecidos no Ceará preocupam. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Planejamento e Controle do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), em 2009 e 2010 revela um aumento de casos. Em 2009, foram 10.570, enquanto em 2010, 13.120, ou seja, incremento de 24,12%.

Houve também aumento no número total de acidentes com vítimas. Em 2009, o Detran registrou 497 mortes. Já no ano passado, 779 óbitos, registrando aumento de 56,74%. Com relação aos feridos, o aumento foi de 18,95%. Em 2009, foram 5.926, e em 2010, 7.049.

Campanha
Com a realização de atividades educativas, o (Detran-CE) e a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), iniciaram, na manhã de ontem, a Semana Nacional de Trânsito.

Este ano, a campanha, que vai até o dia 25, tem como tema "Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito - 2011 - 2020. E através desta, foi lançado o desafio pela Organização das nações Unidas (ONU) e estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) firmando meta para a redução em 50% das mortes ocasionadas pela violência no trânsito durante os próximos dez anos.

No Brasil, em 2009, segundo estimativa, morreram 35 mil pessoas por acidentes no trânsito. Preocupado com o dado, o Ministério das Cidades, por meio do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), firmou com capitais e municípios, Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito (Parada).

Como parte das mobilizações para se conseguir atingir a esta meta de redução, o Detran-CE fez abordagem educativa, na Av. Santos Dumont, com seus educadores distribuindo material educativo (adesivos) contendo mensagem de "Pare, Pense, Mude", cuja intenção é conscientizar a população sobre a necessidade de mudança de comportamento das pessoas no trânsito.

Alerta
A "Operação Bares" também será desencadeada. Nela, equipes do Detran comparecerão aos bares e restaurantes da Capital e do interior do Estado alertando os frequentadores para o risco de dirigir após ingerir bebidas alcoólicas. Eles colocarão o bafômetro à disposição dos que se interessarem para aferir o índice de álcool que ingeriram.

"É válida esta iniciativa. Os órgãos que fazem o trânsito têm que estar mais presentes nas ruas, estradas e BRs, não só fiscalizando, mas também orientando", disse o motorista Danilo Costa Andrade, de 26 anos.

Agentes da AMC, por sua vez, promoveram blitz educativa na Avenida Leste Oeste, voltada para motociclistas, que receberam dicas de segurança e também foram fiscalizados.

ADALMIR PONTE
REPÓRTER

domingo, 17 de julho de 2011

Pelo menos 17 pessoas morrem em 2 acidentes nas estradas do país

Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas em dois acidentes nas estradas durante a madrugada deste domingo no sudeste e nordeste do Brasil, informaram fontes oficiais. O acidente mais grave, envolvendo cinco veículos, ocorreu na estrada Assis Chateaubriand, na cidade de Penápolis, a 479 quilômetros de São Paulo, segundo assinalou a Polícia Militar Rodoviária.
A maior parte das 10 vítimas, entre elas um bebê de cinco meses e o motorista, estava em uma van que transportava familiares de presos para uma das prisões da região, quando se chocou com um reboque de um caminhão de cana-de-açúcar que teria tombado na estrada.
Outro caminhão que também levava cana-de-açúcar, um carro e um ônibus também se envolveram no acidente.
Além disso, três pessoas, duas delas em estado grave, foram levadas a um hospital de Penápolis.
Também neste domingo, em Tianguá, no Ceará, um ônibus de passageiros que cumpria a rota entre as cidades de Teresina e Fortaleza tombou no quilômetro 302 da estrada BR-222.
Segundo a Polícia, sete pessoas morreram no local do acidente e outras 25 foram levadas com ferimentos a hospitais de Tianguá.
EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Chance de morrer no trânsito brasileiro é até 12 vezes maior (Por Dandara Medeiros)

O risco de morte no trânsito brasileiro é até 12 vezes maior do que nas ruas e rodovias de países ricos. O perigo diário que cerca os motoristas do país veio à tona com a divulgação de uma pesquisa inédita do Departamento de Transportes da Escola de En­­ge­­nharia de São Carlos, da Uni­­versidade de São Paulo (USP). Por meio de uma metodologia própria, pesquisadores levantaram o índice de mortes por bilhão de quilômetros percorridos no Brasil e estados, indicador que já é usado por países desenvolvidos e é considerado o mais apropriado para avaliar o risco de morte no trânsito.

O estudo, que levou em consideração o período entre 2004 e 2008, escancara a relação entre desenvolvimento econômico e mortalidade nas ruas e rodovias. Em 2008, o Brasil apresentou um índice de 55,9 mortes por bilhão de quilômetros, enquanto em países como Suécia, Alemanha e Estados Unidos a mesma taxa foi de 4,4, 6,0 e 7,1, respectivamente. A disparidade se repete dentro do próprio território brasileiro. Nesse caso, a fórmula é clara: quanto maior o PIB per capita do estado, menor é o risco real de morte no trânsito.
Ações práticas

Especialistas apontam cinco medidas para diminuir o número de acidentes de trânsito com mortes:

Aumento da fiscalização

Apesar de o país ter um Código de Trânsito considerado completo e eficaz, a deficiência de efetivo nos órgãos de fiscalização impede que as leis sejam efetivamente colocadas em prática. Um incremento de agentes nas ruas e rodovias poderia apertar o cerco contra motoristas imprudentes. “A legislação tem poder para atuar sobre os comportamentos. É o caso da Lei Seca. O problema é que, inegavelmente, o cumprimento dessa lei hoje é menor do que no início de sua implantação”, avalia a coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR, Iara Thielen.

Reciclagem dos motoristas

O coordenador de Educação para o Trânsito do Detran-PR, Juan Ramon Franco, defende que os cursos de reciclagem, obrigatórios para quem atinge 20 pontos na carteira de habilitação (CNH), deveriam ser também ministrados quando o condutor precisa renovar o documento. Outra alternativa seria oferecer o mesmo curso em ações educativas junto às comunidades, onde os motoristas poderiam receber as orientações num espaço de tempo maior, não precisando passar pela formação novamente caso atingissem a pontuação máxima na carteira.

Educação desde a infância

É preciso que a educação no trânsito seja tema de aulas e palestras desde o ensino fundamental, para que o processo de formação seja contínuo e abrangente, e não se limite somente aos momentos em que os futuros condutores buscam os centros de formação para retirar a carteira de habilitação.

Melhoria no sistema viário

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Fabiano Moreno, garante que há uma relação direta entre a estrutura viária disponível e o número de acidentes com mortes. No Paraná, por exemplo, a maior parte das mortes nas rodovias surge de colisões frontais, justamente o tipo de acidente evitado com a duplicação de estradas. “Se você agregar à conscientização dos motoristas obras que diminuam o número de cruzamentos em nível, como viadutos, e proporcionem uma estrutura de segurança para pedestres e ciclistas, como passarelas e ciclovias, certamente conseguirá uma redução no número de mortes”, afirma.

Campanhas educativas frequentes

Tratar o tema da educação no trânsito dentro das escolas não exime órgãos e entidades de buscarem sensibilizar o público adulto, que já recebeu formação e dirige nas ruas diariamente. “Campanhas pontuais são necessárias. É preciso um movimento contínuo para lembrar às pessoas no trânsito que esse é um espaço de muito perigo”, defende Iara.

São Paulo, por exemplo, que fechou 2008 com um PIB per capita de R$ 24.458,88, registrou um índice de 35,8 mortes por bilhão de quilômetros percorridos – bem abaixo da média nacional. Já no Piauí, onde o PIB per capita foi de R$ 5.372,56, o índice de mortes por bilhão de quilômetro percorrido foi de 146,0.

“Isso mostra que a mortalidade no trânsito é reflexo não só de reforços financeiros diretos em prevenção, mas também de investimentos em educação, saúde, cultura e várias outras áreas que contribuem para uma formação global do cidadão”, avalia o engenheiro civil Jorge Tiabo Bastos, mestre em Engenharia de Transportes e autor da pesquisa.

Educação

Segundo o estudo Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, o Brasil é o 10.º no ranking de mortes por número de acidentes. Em primeiro, vem a Venezuela, seguida de El Salvador, Rússia, Cazaquistão, San Marino, Belize, Bahamas, Bermudas e Ucrânia.

“Países mais desenvolvidos têm um conjunto de ações mais amplo voltado para o trânsito, com legislação mais ferrenha e programas específicos. Além disso, aliada ao desenvolvimento econômico, surge uma educação melhor, em sentido amplo”, analisa a coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Uni­­versidade Federal do Pa­­raná (UFPR), Iara Thielen. “Nos Estados Unidos, se o pedestre coloca o pé na via, os carros param imediatamente. E isso ocorre há 30, 40 anos”, completa.

Fiscalização

Conforme o estudo da USP, entre 2004 e 2008 o Paraná contabilizou uma média de 75,27 mortes por bilhão de quilômetros percorridos, ficando em 14.º lugar no ranking de estados que mais tiveram vítimas fatais. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal Fabiano Moreno defende que, antes de uma fiscalização mais acirrada, é preciso buscar alternativas que priorizem a conscientização do motorista. “Educação de trânsito começa quando o pai dá exemplo para o filho. A fiscalização só entra em cena quando outras etapas, como essa educação e a conscientização, falham”, afirma.

Além das vidas perdidas, os acidentes também custam aos cofres públicos do país aproximadamente R$ 187 milhões por ano. Em 2010, 145,9 mil pessoas, vítimas do trânsito, foram internadas e tiveram tratamento coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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